ANÁLISE DAS PERDAS NA COMERCIALIZAÇÃO DE TOMATE: um estudo de caso

Este trabalho visa analisar os efeitos econômicos das perdas de tomate no pós-colheita, mais especificamente durante o seu transporte e comercializaçã o, desde o município de Apiaí até o Mercado Municipal de Piracicaba. Nesse canal de comercializaçã o sã o identificados três agentes: produtor, intermediário e varejista. Observou-se um maior poder de barganha por parte do varejista, que paga preços acima do mercado para obter melhor qualidade. Foram analisadas, através de programaçã o nã o-linear, as variaçã es de preços, quantidades, receitas e margens com relaçã o ao aumento das perdas no transporte e no varejo, e as alteraçã es das elasticidades-preço de demanda e oferta. Observou-se que qualquer tipo de perda no pós-colheita é benéfico ao produtor, pois há um aumento de preços que é acompanhado por uma elevaçã o da quantidade demandada. Já o intermediário é indiferente ao aumento nas perdas, tanto no varejo quanto no atacado, pois ele comercializa em unidade de volume (caixas) e as perdas sã o em unidades de peso (kg). Para o varejista, as perdas em qualquer nível de mercado sã o prejudiciais, uma vez que ele compra em unidade de volume e vende em unidade de peso, incorporando as suas próprias perdas e as do intermediário. Confirmou-se, também, que o consumidor é sempre prejudicado com o aumento das perdas, pois sempre há elevaçã o de preços associada à reduçã o da quantidade ofertada. Quanto à variaçã o das elasticidades, esta pouco influenciou o comportamento das variáveis analisadas.

Palavras-chave: perdas agrícolas, comercializaçã o, transporte, tomate, pós-colheita.

tec1-1296.pdf

Data de Publicação: 01/12/1996

Autor(es): Fabiano Guimarães Costa Consulte outros textos deste autor
José Vicente Caixeta Filho (jvcaixet@esalq.usp.br) Consulte outros textos deste autor

 

 

 


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