Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Primeiro Semestre de 2023

 

1 - BALANÇA COMERCIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

No primeiro semestre de 2023, as exportações do estado de São Paulo1 somaram US$33,18 bilhões (20,0% do total nacional), e as importações2, US$36,03 bilhões (29,9% do total nacional), registrando deficit comercial de US$2,85 bilhões (Figura 1). Em relação ao mesmo período de 2022, houve aumento nas exportações de 1,9% e queda nas importações (-5,0%); essa conjunção de desempenhos resultou na redução do deficit (-47,0%) no saldo da balança comercial paulista.


1.1 – Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial do agronegócio3, o resultado do primeiro semestre de 2023, na comparação a igual período do ano anterior, indica que o setor paulista apresentou aumento nas exportações (+6,1%), alcançando US$12,63 bilhões, e nas importações (+5,3%), totalizando US$2,59 bilhões; com esses resultados, obteve-se superavit de US$10,04 bilhões, +6,4% superior em relação a 2022 (Figura 1).

A participação das exportações do agronegócio paulista no total do estado é de 38,1%, enquanto a participação das importações setoriais é de 7,2% (Figura 1).

Destaca-se que as exportações paulistas nos demais setores da economia - exclusive o agronegócio - somaram US$20,55 bilhões, e as importações, US$33,44 bilhões, gerando um deficit externo desse agregado de US$12,89 bilhões. Desta forma, conclui-se que o deficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho do agronegócio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$10,04 bilhões).


1.2 - Exportações do Agronegócio Paulista por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio paulista no acumulado do primeiro semestre de 2023 foram: complexo sucroalcooleiro (US$3,67 bilhões, sendo que, desse total, o açúcar representou 86,9% e o álcool etílico – etanol, 13,1%), complexo soja (US$2,51 bilhões, tendo a soja em grão 85,7% de participação no grupo), setor de carnes (US$1,51 bilhão, em que a carne bovina respondeu por 80,6%), produtos florestais (US$1,31 bilhão, com participações de 50,2% de celulose e 41,6% de papel) e o grupo de sucos (US$964,37 milhões, dos quais 97,2% referentes a suco de laranja). Esses cinco agregados representaram 79,0% das vendas externas setoriais paulistas (Tabela 1). Já o grupo de café, tradicional nas exportações paulistas, aparece na sexta posição, com vendas de US$490,09 milhões (69,2% referentes ao café verde).

Ainda de acordo com a tabela 1, no primeiro semestre de 2023 em comparação ao mesmo período do ano de 2022, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos complexo sucroalcooleiro (+22,6%), de sucos (+18,3%) e florestais (+2,4%), e queda nos grupos de carnes (-19,0%), café (-11,5%) e complexo soja (-0,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


 

 

1.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Paulista

Os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio paulista no primeiro semestre de 2023 frente ao mesmo período do ano anterior são apresentados na tabela 2.

Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro é o que apresenta a maior participação (29,1%) nas exportações paulistas. No total, o grupo subiu 22,6% em valores e 4,3% em volumes exportados, devido ao comportamento similar das vendas externas do açúcar (+25,3% em valores e 3,8% em volume), o principal produto do grupo. Para o álcool, os embarques apresentaram elevações de 7,3% em volume e de 11,1% em valores, quando comparados com o mesmo período de 2022. Os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em termos de participação dos países, tendo como principais compradores: Nigéria (8,6%), Marrocos (7,0%), Bangladesh (6,7%). Argélia (6,4%), Arábia Saudita (6,3%), e União Europeia (6,1), Índia (6,0%) e Coreia do Sul (5,3%); os demais países somam 47,6%.

O grupo composto pelo complexo soja apresentou no primeiro semestre de 2023 a segunda posição na pauta do estado, desempenho positivo com elevação nos embarques (+8,9%) e ligeira queda em valores (-0,9%). A soja em grão, principal produto do grupo, apresentou variação negativa de valores (-3,7%), mas com aumento em volumes (+5,9%), quando comparados ao mesmo período de 2022. A China (67,6%) é o principal destino em termos de participação de valores, seguida de Tailândia (6,4%), Irã (5,4%), Indonésia (3,5%), Argentina (3,4%) e Índia (3,0%); os demais importadores somam 10,7%.

O grupo de carnes apresenta perda em valores (-19,0%) e pequeno aumento de volume (+0,5%) em relação ao primeiro semestre de 2022. A carne bovina, principal produto com 80,6% de contribuição no grupo, registrou quedas de 24,7% em valores e de 6,5% em volume exportado. Para a carne de frango, segundo produto com 18,4% de participação no grupo, o desempenho foi de expansão em valores (+23,1%) e em volumes (+17,3%). A carne suína apresentou resultado positivo em valores (+52,1%) e na quantidade embarcada (+4,3%). Os principais destinos em participação são China (51,3%), Estados Unidos (12,5%), União Europeia (6,9%), Hong Kong (3,4%) e Arábia Saudita (2,9%), enquanto os demais países compradores somam 23,0% de participação.

O grupo dos produtos florestais aparece na quarta posição na pauta paulista, com desempenho positivo no primeiro semestre de 2023, aumentos de 2,4% em valores e de 2,3% na quantidade embarcada em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentaram elevação nos valores (+13,6%) e nos embarques (+13,4%). Já o papel obteve variações negativas para os valores (-3,4%) e volume (-20,1%). O principal destino em participação de valores exporta-

 

 

dos é a China (32,3%), seguida por União Europeia (14,5%), Estados Unidos (9,8%), Argentina (7,6%), Peru (5,4%) e Chile (5,2%). Outros países somam 25,2% de participação.

O suco de laranja (FCOJ congelados) exibiu aumentos de 14,7% no valor e de 0,3% em volume exportado. Para o suco NFC (não congelado), as vendas externas ganharam em valores (33,1%) e em volume (23,9%). Já os outros sucos de laranja não fermentados obtiveram altas de 6,5% em valores e redução de 16,8%em volumes. A variação total das exportações do grupo de sucos foi positiva em valores e em volume (18,3% e 15,0%, respectivamente). Os maiores compradores desse grupo são União Europeia (47,2%), Estados Unidos (36,4%), China (5,7%) e Japão (4,0%); os demais compradores têm 6,7% de participação.

Para o grupo do café, os resultados apontaram quedas de 11,5% nos valores e 13,8% no volume das exportações paulistas. O principal produto deste grupo é o café verde, que apresentou menores vendas externas de 18,1% em valores e de 14,6% em quantidades exportadas pelo estado; já o café solúvel obteve crescimento de 9,9% em valores e diminuição de 11,6% em volume comercializado. A União Europeia é o principal destino e suas compras representam 40,2% do valor exportado. Na sequência aparecem Estados Unidos (18,4%), Japão (7,6%), Argentina (7,1%), Canadá (3,4%,) e Reino Unido (2,9%); os demais países participam com 19,4%.

 

1.4 - Destinos das Exportações do Agronegócio Paulista

A China é o principal destino das exportações de São Paulo do agronegócio paulista no primeiro semestre de 2023, com US$3,29 bilhões, o que corresponde a 26,0% de participação no total do agro paulista. Contudo registrou variação negativa de -13,1% em relação ao valor do mesmo período de 2022 por conta das baixas nos preços dos dois principais produtos adquiridos pelos chineses, a soja em grão (-8,6%) e a carne bovina (-25,6%). Na segunda posição aparece a União Europeia (US$1,59 bilhão, 12,6% de participação em 2023 e crescimento de 1,4% ante ao ano de 2022), seguida por Estados Unidos (US$1,29 bilhão, participação de 10,2% e variação positiva de 15,6%). Na sequência, completando os dez principais destinos em termos de participação, aparecem Índia e Argentina (2,7%, cada), Nigéria (2,6%), Arábia Saudita (2,5%), Argélia (2,3%), Coreia do Sul (2,2%) e Bangladesh (2,1%). A tabela 3 apresenta os 20 principais destinos das exportações paulistas nos seis primeiros meses de 2023, que somados representam 80,1% do total, e as respectivas pautas (em %) por grupos de produtos.

Ainda de acordo com a tabela 3, observa-se uma diferenciação na composição das pautas dos principais parceiros comerciais do agronegócio paulista. A China importou principalmente produtos do complexo soja (51,6%), carnes (23,6%), produtos florestais (12,9%), enquanto para a União Europeia, entre os principais produtos da pauta de importações paulista, predominam os produtos do grupo de sucos (28,6%, basicamente suco de laranja), com destaques para o complexo sucroalcooleiro (14,1%), café (12,4%) e produtos florestais (12,0%). Já os Estados Unidos apresentam pauta bastante diversificada, composta principalmente por sucos (27,2%), grupo das carnes (14,7%), sucroalcooleiro (10,1%), produtos florestais (10,0%), café (7,0%) e demais grupos (31,0%). Na sequência, os dez principais importadores, com exceção de Argentina, têm elevada concentração de suas importações no complexo sucroalcooleiro, com três países acima de 90% de representatividade.


 

1.5 - Importações do Agronegócio Paulista

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio paulista no primeiro semestre de 2023 foram: salmões (US$195,73milhões), papel (US$195,10 milhões) e trigo (US$182,81 milhões). A figura 2 apresenta os dez principais produtos que representam 44,7% (US$1,16 bilhão) do total importado (US$2,59 bilhões).

 

2 - BALANÇA COMERCIAL DO BRASIL

A balança comercial brasileira registrou superavit de US$45,06 bilhões no primeiro semestre de 2023, com exportações de US$165,68 bilhões e importações de US$120,62 bilhões. Esse resultado apresenta aumento de 31,5% no superavit em relação ao mesmo período de 2022, quando alcançou US$34,26 bilhões (Figura 2).

 

2.1 - Análise Setorial do Agronegócio

Na análise setorial, as exportações do agronegócio brasileiro no acumulado do primeiro semestre de 2023 (Figura 3) apresentaram aumento (4,5%) em relação a igual período de 2022, alcançando US$82,80 bilhões (50,0% do total nacional). Já as importações aumentaram em 2,5% no período, registrando US$8,33 bilhões (6,9% do total nacional).

O superavit do agronegócio foi de US$74,47 bilhões no período, sendo 4,7% superior na comparação com o acumulado do período de janeiro a junho de 2022 (Figura 3).

Portanto, o comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores da economia, com exportações de US$82,88 bilhões e importações de US$112,29 bilhões, produziram um deficit de US$29,41 bilhões no primeiro semestre de 2023.

 

2.2 - Exportações do Agronegócio Brasileiro por Grupos de Produtos

Os cinco principais grupos nas exportações do agronegócio brasileiro no primeiro semestre de 2023 foram: complexo soja (US$40,81 bilhões, tendo a soja em grão com 81,8% de participação e 14,1% do farelo de soja), carnes (US$11,63 bilhões, com as carnes bovina, de frango e suína representando desse total, respectivamente, 41,8%, 43,7% e 12,0%), produtos florestais (US$7,48 bilhões, com participações de 55,9% de celulose e 27,9% de madeira), grupo sucroalcooleiro (US$5,94 bilhões, sendo que desse total o açúcar representou 88,9% e o álcool etílico – etanol, 11,0%) e cereais, farinhas e preparações (US$4,68 bilhões, dos quais o milho em grão representou 71,8% do grupo, o trigo, 14,1% e o arroz, 6,2%). Esses cinco grupos agregados representaram 85,1% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 4).

Ainda conforme a tabela 4, na comparação com o primeiro semestre de 2022, houve importantes variações nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agronegócio brasileiro, com destaque positivo para os grupos cereais, farinhas e preparações (+53,7%), complexo sucroalcooleiro (+36,8%) e complexo soja (+8,0%), enquanto os grupos produtos florestais (-9,5%) e carnes (-4,7%) apresentaram redução. Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.


 

2.3 - Exportações dos Principais Produtos do Agronegócio Brasileiro

A tabela 5 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agronegócio brasileiro e suas respectivas variações no primeiro semestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022.

Desses grupos relevantes, o grupo complexo soja é o que apresenta a maior participação (49,3%) nas exportações brasileiras. No acumulado dos seis primeiros meses de 2023, o grupo cresceu 8,0% em valores e 16,3% em volumes exportados. O desempenho da soja em grão impactou nesse resultado, com ganhos de 9,4% nos valores e de 18,5% nas quantidades exportadas. Para o óleo de soja, os embarques apresentaram quedas em receitas de 20,4% e de ganhos de 15,5% na quantidade, enquanto o farelo de soja teve variações positivas de 11,0% em valores e de 5,5% em volume. A China representa 57,0% das compras em valores desse grupo, seguida por União Europeia (12,2%), Tailândia (4,5%), Argentina (3,8%) e Índia (2,2%); os demais países importadores somam 20,3%.

O grupo de carnes, que tem a segunda posição na pauta brasileira, apresentou queda de 4,7% em valores e aumento de 6,4% em volume em relação aos seis primeiros meses de 2022. A carne bovina teve redução em valores (-21,4%) e em volume exportado (-3,7%). Com resultado positivo mostram-se as carnes de frango (+10,2% e +9,6%) e a suína, com aumentos em valores e volume de, respectivamente, +27,4 e +16,0%. Neste grupo, a China se destacou como principal destino e representa 35,3% das compras de carnes; na sequência aparecem União Europeia (5,6%), Japão (5,0%), Emirados Árabes Unidos (4,8%), Arábia Saudita (4,5%), Estados Unidos (3,8%), enquanto os demais países somam 41,0% de participação.

O grupo de produtos florestais registrou variação negativa para valores (-9,5%) e volume exportado (-5,9%). As variações de valores e volume, respectivamente, foram de +8,8% e +4,7% para a celulose (principal item do grupo), -31,2% e -19,9% para a madeira e de -12,9% e -22,1% para o papel. A borracha apresentou desempenho positivo, com elevação nas exportações; contudo, trata-se de produto em que o país é importador, pois a produção interna não atende totalmente à demanda do mercado brasileiro, que mesmo assim apresentou aumento de exportações em valores (+78,4) e em volume (103,0%). Os principais países importadores desse grupo são China (25,8%), Estados Unidos (22,1%), União Europeia (19,1%) e Argentina (4,4%); os demais países participam com 28,6%.

No total, o grupo sucroalcooleiro subiu 36,8% em valores e 16,2% em volumes exportados, devido ao crescimento das vendas externas do açúcar (39,4% em valores e 15,7% em volume). Para o álcool, os embarques apresentaram elevações de 19,9% em volume e de 25,3% em valores, quando comparados com o mesmo período de 2022. Assim como no estado de São Paulo, os destinos das exportações desse grupo são bem diversificados em

termos de participação dos países. Os resultados apontam a sequência composta por União Europeia (9,0%), Argélia (6,8%), Nigéria (6,6%), Arábia Saudita (6,5%), Marrocos e Bangladesh (5,9%, cada um), Índia (5,4%), Estados Unidos (4,6%) e Coreia do Sul (4,2%); os demais países importadores somam 45,1% de participação.

O grupo de cereais, farinhas e preparações apresentou desempenho positivo em valores (+53,7%) e em quantidades embarcadas (+55,7%). O milho em grão, principal item do grupo, registrou maior exportação em volume (+85,9%) e em valores (+89,2%). O arroz em grão teve resultados positivos em valores (+45,9%) e em quantidade (+39,7%), enquanto o trigo apontou reduções em valores (-13,1%) e volume (-16,7%). Os principais destinos são Japão (11,7%), Vietnã (8,2%), China (8,0%), Coreia do Sul (7,5%), Colômbia (6,2%), Irã (5,4%) e Indonésia (4,8%), restando 48,2% de participação para os demais países.

O grupo do café registrou perdas em valores (-21,7%) e em quantidade (-18,5%), sendo o café verde o principal produto, com variações negativas de -24,2% em valores e -19,0% em quantidades exportadas pelo país. Quanto às participações dos países destinos das exportações em valores, a União Europeia representa 43,2% desse grupo e é seguida por Estados Unidos com 18,4% e Japão com 6,0%. Os demais países somam 32,4% de participação.

 

2.4 - Destinos das Exportações do Agronegócio Brasileiro 

A China (US$30,69 bilhões, 37,1% de participação e variação positiva de 8,6% em relação ao valor do mesmo período de 2022) foi o principal destino das exportações do Brasil no primeiro semestre de 2023, seguida da União Europeia (US$11,16 bilhões, 13,5% de participação em 2023 e queda de 12,0%) e dos Estados Unidos (US$4,73 bilhões, participação de 5,7% e variação negativa de 8,5%). A tabela 6 apresenta os 20 principais destinos das exportações brasileiras nos seis primeiros meses de 2023, que somados representam 84,6% do total, e as respectivas pautas (em %) por grupos de produtos.

A China importou principalmente produtos do complexo soja (75,7%), carnes (13,4%) e produtos florestais (6,3%), enquanto para a União Europeia, entre os principais produtos da pauta de importações, predominam os produtos do grupo complexo soja (44,6%), com destaques também para café (14,1%) e produtos florestais (12,8%). Já os Estados Unidos apresentam em sua pauta principalmente os grupos produtos florestais (34,9%), café (14,1%) e carnes (9,4%).


 

2.5 - Importações do Agronegócio Brasileiro

Os principais produtos da pauta de importação do agronegócio brasileiro no acumulado de janeiro a junho de 2023 foram: trigo (US$709,36 milhões, contabilizando 2,07 milhões de toneladas), papel (US$442,14 milhões), salmões (US$397,26 milhões), leite em pó (US$379,09 milhões) e malte (US$368,63 milhões). A figura 4 apresenta os dez principais produtos que representam 43,5% (US$3,62 bilhões) do total importado (US$8,33 bilhões).


 

3 - PARTICIPAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO NO BRASIL

A participação paulista no total da balança comercial brasileira (todos os setores da economia) apresentou crescimentos nas exportações de 0,2 ponto percentual e 0,7 p.p. nas importações nos primeiros seis meses de 2023, apontando valores de 20,0% nas exportações e de 29,9% de representatividade para as importações (Figura 5).

Para o agronegócio, as exportações setoriais de São Paulo entre os meses de janeiro e junho de 2023 representaram 15,3% em relação ao agronegócio brasileiro, alta de 0,3 p.p. ante ao mesmo período de 2022; já as importações tiveram aumento (0,8 p.p.), passando de 30,3% para 31,1% (Figura 5).

A participação do agronegócio paulista no agronegócio nacional no primeiro semestre de 2023 se destacou nos seguintes grupos de produtos, cuja participação em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (85,7%), produtos alimentícios diversos (73,6%), demais produtos de origem vegetal (65,2%), complexo sucroalcooleiro (61,8%) e plantas vivas e produtos de floricultura (58,7%) (Tabela 7).

 

 

1Estado produtor (unidade da Federação exportadora), para efeito de divulgação estatística de exportação, é a unidade da Federação onde foram cultivados os produtos agrícolas, extraídos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste último caso, o estado produtor é aquele no qual foi completada a última fase do processo de fabricação para que o produto adote sua forma final.

 

2Estado importador (unidade da Federação importadora) é definido como a unidade da Federação do domicílio fiscal do importador.

 

3Os grupos de produtos dos agronegócios podem ser vistos na opção “Tabela de Agrupamentos” em MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA. Agrostat. Brasília: MAPA, 2023. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/pages/AGROSTAT.html. Acesso em: jul. 2023.

 

 

Palavras-chave: agronegócio, balança comercial, exportações, importações, comércio exterior, grupo de produtos.


 

 

 

 

 

 

 

 

COMO CITAR ESTE ARTIGO

ANGELO, J. A.; GHOBRIL, C. N.; OLIVEIRA, M. D. M. Balança Comercial dos Agronegócios Paulista e Brasileiro, Primeiro Semestre de 2023. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 18, n. 7, p. 1-17, jul. 2023. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.

Data de Publicação: 24/07/2023

Autor(es): José Alberto Angelo (jose.angelo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Marli Dias Mascarenhas Oliveira (marlimascarenhasoliveira@gmail.com) Consulte outros textos deste autor
Carlos Nabil Ghobril (nabil@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor