Crise agrária no desenvolvimento capitalista: fugindo da aparência em busca da essência

            O artigo propõe que se procure na essência da questão caminhos que conduzam a antídotos contra o agravamento dos conflitos sociais. Para isso, deve-se buscar na ciência as alternativas. Ou seja, internalizar novos elementos ao debate da economia política agrária, além da repetição de argumentos que desde há muito já se aceita como verdadeiros e que, por isso, não devem ser manipulados para fazer verdades plenas as postulações das partes. Mesmo porque nesse plano existiriam duas verdades, o que coloca numa encruzilhada a economia política, enquanto ciência. Assim, busca-se fugir do lugar comum dos dois argumentos basilares dos
contendores, os quais, desde logo, assume-se como irrefutáveis. Se assim o são, não podem ser antagônicos, ou seja, deve haver algo mais profundo a discutir do que a distribuição de terras e dos benefícios da terra. O artigo abrange os itens: (1) Agronegócio competitivo e imensa exclusão social: os argumentos dos extremos estão certos;  (2) Lavoura brasileira: espelho do sucesso competitivo da lavoura do Texas; (3) Terceirização no modelo texano: obtenção de ganhos de escala em lavouras de tamanho médio; (4) Modelo californiano: renda e emprego em lavouras familiares produtoras de qualidade; (5) Novos capitalistas agrários destruindo as bases de quatro
séculos de latifúndio: distinção entre grandes empreendimentos e grandes latifúndios; (6) Conclusão: crise agrária e agricultura.

Data de Publicação: 28/11/2003

Autor(es): José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor

 

 

 


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