Mercado de trabalho do técnico agropecuário e reforma da educação profissional

            Um perfil do técnico agropecuário foi traçado no Estado de São Paulo como subsídio à reformulação da educação profissional. O estudo, publicado na edição de maio da revista Informações Econômicas, conclui que as grandes cadeias agroindustriais, importantes empregadoras, requerem um técnico com boa formação básica e eclética. Porém, esse perfil eclético do técnico é também adequado para a agricultura familiar.
            A pesquisa contribuiu para a edição do Decreto 5.154, publicado em 26 de julho de 2004, que prevê, a partir de 2005, uma rearticulação entre os ensinos médio e técnico de nível médio. Esse decreto, que regulamenta quatro artigos da Lei de Diretrizes e Bases de 1996, propõe várias alternativas, deixando para cada escola a decisão de unir ou de manter separados os dois tipos de ensino. Encomendado pelo Ministério da Educação (MEC), o estudo questionou um dos pilares do Programa de Expansão da Educação Profissional (PROEP) que foi a separação entre os ensinos médio e técnico.
            Os alunos formados nos colégios técnicos agrícolas paulistas têm atuado no mercado de trabalho como empregados ou como autônomos, mas muitos optam por curso superior ou ainda se tornam agricultores. Exercem em geral atividades típicas de propriedades rurais, bem como atuam no setor de insumos agrícolas, na agroindústria e nas áreas de assistência técnica e de pesquisa agrícola.
            Entre os assuntos da edição de maio da revista, destacam-se ainda a estimativa de produção animal no Estado de São Paulo em 2004; o Brasil, o Protocolo de Kyoto e as fontes energéticas; e o emprego nos viveiros de citros.
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Data de Publicação: 31/05/2005

Autor(es): José Venâncio De Resende (venancio@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor