Consumo de calorias dos países do Mercosul, mais o Chile, aumenta pouco

            O consumo médio de calorias dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mais o Chile, aumentou muito pouco nas últimas três décadas. Além disso, a evolução do consumo de produtos alimentícios, medido em calorias, possibilitou significativa aproximação das dietas desses países. É o que mostra o estudo 'O consumo de alimentos nos países do Mercosul e Chile', do engenheiro agrônomo João Caetano Fioravanço, um dos destaques da edição de abril da revista Informações Econômicas, do IEA, cuja versão eletrônica já está disponível neste site.
            Argentina e Uruguai apresentaram diminuições no consumo total de alimentos, principalmente naqueles de origem animal, segundo o estudo. Brasil e Chile, por outro lado, evidenciaram os maiores aumentos no consumo de alimentos, tanto em sua totalidade como nos de origem animal.
            O Paraguai é o único país que apresenta a menor ingestão de calorias entre os cinco países, embora revele a dieta mais equilibrada e índices de consumo de produtos de origem animal superiores aos de Brasil e Chile. O estudo ainda revelou modificação na constituição da dieta brasileira, com aumento do consumo de azeite, carne e leite.
Outros artigos da edição de abril de Informações Econômicas destacam a evolução e os impactos do Mercosul no comércio brasileiro; as tendências na produção e exportações de limão; os custos de formação, manutenção e colheita de café em propriedades dos municípios paulistas de Franca, Garça e Piraju; e a evolução das vendas de defensivos agrícolas para a cultura do feijão no Brasil.

Data de Publicação: 30/04/2003

Autor(es): José Venâncio De Resende (venancio@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor