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Acompanhamento da Cesta de Mercado de Alimentos no Município de São Paulo – julho e agosto de 2017


 

Durante julho e agosto de 2017, o dispêndio com a aquisição da cesta de alimentos no município de São Paulo apresentou variação de 0,37% e -0,98%, respectivamente. Embora os resultados mensais do ano venham indicando oscilações entre elevação e baixa de preços, o acumulado anual dos três indicadores de acompanhamento da variação do dispêndio com a cesta de mercado calculados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) indica valores próximos a zero (Tabela 1). O acumulado anual do Índice de Preços ao Consumidor Amplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IPCA/IBGE) apurou inflação nacional de 1,42%1 e o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC/FIPE) registrou para o município de São Paulo inflação acumulada de 0,98%2. Relacionando-se o acumulado mensal registrado pelos indicadores do IEA para a variação de preços do dispêndio familiar com a inflação medida pelos dois institutos citados acima, conclui-se que os alimentos não estão pressionando a inflação e sim colaborando para que o índice não se eleve.

 

            Em julho, o índice total (IPCMT) foi de 0,37%, ou seja, os preços sofreram pequena variação positiva em relação ao mês anterior. Os itens de origem animal e vegetal também apresentaram índices neste patamar, 0,35% e 0,39%, respectivamente. No grupo de produtos animais, o subgrupo carnes teve variação positiva de preços, enquanto os subgrupos leites e derivados, e ovos apresentaram redução no montante do dispêndio. Destacam-se a redução de 1,75% nos preços dos ovos e o aumento do preço da mortadela, produto industrializado derivado de carnes. Os itens frutas, legumes e verduras (FLV), que compõem os subgrupos frutas e hortaliças, apresentaram redução no valor de dispêndio em 1,73% e 0,67%, respectivamente, enquanto os subgrupos produtos básicos e outros produtos tiveram variação positiva. Destacam-se o aumento do arroz (3,01%) e a queda dos preços da batata (-18,27%), devido, possivelmente, à maior disponibilidade do produto no mercado. Os resultados por grupos, subgrupos e produtos para o mês de julho são apresentados na figura 1.

 

            Em agosto, observou-se redução de quase 1% no dispêndio com alimentos no município de São Paulo. O gasto com produtos do grupo vegetal foi 0,58% menor comparado ao mês anterior, e para os itens de origem animal a redução foi ainda maior (-1,37%). No subgrupo carnes, observa-se queda de 2,08%, e para leites e derivados, a redução do dispêndio foi de 0,40%; em contrapartida, o subgrupo ovos foi o único de origem animal que apresentou variação positiva (1,45%). Destacam-se, entre os produtos de origem animal, a queda de 4,98% dos preços do leite longa vida e o aumento da salsicha (6,04%). Entre os produtos vegetais, observou-se no subgrupo frutas variação mensal positiva (0,32%), enquanto o subgrupo hortaliças apresentou queda significativa de 3,83%, com destaque para a redução nos preços de alface (-7,88%) e tomate (-8,57%). O subgrupo de produtos básicos apresentou dispêndio 0,60 menor do que o mês de julho, enquanto o agrupamento outros produtos teve variação positiva de 1,23% no mesmo período. Os resultados por grupos, subgrupos e produtos para o mês de julho são apresentados na figura 2.

 

COMO INTERPRETAR AS FIGURAS 1 E 2

         Nas figuras estão dispostos os seguintes resultados:

1) Índice total, que equivale ao Índice de Preços da Cesta de Mercado Total (IPCMT), divulgado mensalmente pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), é obtido pelo cálculo de variação de preços no mês atual em relação ao anterior, ponderados pela sua importância na cesta de mercado das famílias paulistanas;

2) Índice por grupos, que equivale ao Índice de Preços da Cesta de Mercado de Produtos de Origem Animal (IPCMA) para os produtos de origem animal, e ao Índice de Preços da Cesta de Mercado de Produtos de Origem Vegetal (IPCMV) para os produtos de origem vegetal. É calculado de forma análoga ao índice total; a diferença é que é composta por produtos conforme a origem, animal ou vegetal;

3) Indicadores por subgrupos, que são calculados seguindo a mesma regra dos anteriores. O objetivo é indicar a contribuição do subgrupo na formação dos índices por grupos e total; e

4) Variação por produtos, cujo objetivo é mostrar quais produtos tiveram maior influência na formação do índice no mês.

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1INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Indicadores IBGE: sistema nacional de índices de preços ao consumidor IPCA e INPC, agosto de 2017. Rio de Janeiro: IBGE, 2017. Disponível em: <http://
biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/236/inpc_ipca_2017_ago.pdf>. Acesso em: set. 2017.

 

2Indicadores do IPC/FIPE em: FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS ECONÔMICAS - FIPE. IPC - Índice de Preços ao Consumidor. São Paulo: FIPE, 2017. Disponível em: <http://www.fipe.org.br/pt-br/indices/ipc/>. Acesso em: set. 2017.

 

 

 

 

 

Palavras-chave: mercado varejista, alimentos, índices, preços médios, município de São Paulo.

 

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Data de Publicação: 14/09/2017
Autor(es): Vagner Azarias Martins (vagneram@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Priscilla Rocha Silva Fagundes (priscilla@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor