voltar s






Valor da Produção Agropecuária por Região, Estado de São Paulo, 2011

 

            O valor da produção agropecuária e florestal do Estado de São Paulo, em 2011, foi estimado em R$59,6 bilhões, 13,6% superior ao do ano precedente. Para o cálculo do valor foram considerados 54 produtos, sendo 51 de origem agropecuária e 3 florestais (madeira de eucalipto, madeira de pínus e resina de pínus). Os produtos que mais contribuíram para esse desempenho foram algodão, tomate para mesa, manga, goiaba para mesa, beterraba, mandioca para mesa e borracha. A cana-de-açúcar, principal produto da agropecuária paulista, correspondeu a 44,3% do valor total em 2011. O valor dos produtos florestais atingiu R$4,6 bilhões, participando com 7,8% do valor da produção agropecuária e florestal do Estado, em 20111.
 

            O propósito deste trabalho é apresentar o valor da produção agropecuária do Estado de São Paulo em 2011, por região. Foi considerada a regionalização da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a qual agrupa os 645 municípios paulistas em 40 regiões agrícolas, administradas por Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs). Foram relacionados os quatro produtos de maior valor de cada região, que representam pelo menos 50% do total, visando analisar o grau de concentração das fontes primárias de renda das atividades produtivas.
 

            No cálculo do valor da produção regional, não são considerados os produtos florestais, por não se dispor de dados regionalizados. Dessa forma, o valor da produção agropecuária (VPA) do Estado de São Paulo em 2011 foi estimado em R$54,9 bilhões, 15,1% maior que o de 2010. A composição dos produtos e os procedimentos para o cálculo do valor da produção são apresentados em trabalho similar, focando o Estado como um todo2.
 

            Em 2001 foram divulgados os valores da produção agropecuária do período de 1995 a 2000 das regiões agrícolas do Estado de São Paulo3. Em 2008 foi apresentado trabalho sobre o valor da produção agropecuária por polo regional do Estado. São 16 polos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da SAA4.
 

            As regiões que apresentaram os maiores crescimentos em 2011 foram São Paulo (53,7%), Presidente Prudente (33,0%), Itapeva (32,8%), Marília (30,9%), Lins (30,2%), Mogi das Cruzes (26,6%), Bragança Paulista (24,1%), Andradina (23,8%), São João da Boa Vista (22,4%), Jaboticabal (22,2%), Ourinhos (22,2%) e São José do Rio Preto (22,1%). A região de Franca, fruto da menor produção agropecuária gerada pela bianualidade negativa do café, foi a única que apresentou decréscimo do VPA (8,3%). As regiões que menos cresceram foram General Salgado (1,2%), Barretos (5,9%), Pindamonhangaba (6,5%) e Ribeirão Preto (7,2%) (Tabela 1).
 

            As quatro regiões (EDRs) maiores produtoras da agropecuária paulista em 2011 foram Barretos, São João da Boa Vista, Orlândia e Jaboticabal, as quais, em conjunto, foram responsáveis por 18,0% do valor total. Seguem-se as regiões de maior valor da produção, pela ordem, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Andradina, Ribeirão Preto e Araraquara, cujas regiões produziram, cada uma, o equivalente a R$2 bilhões.
 

            A diferenciação entre as regiões quanto à renda da agropecuária pode ser verificada quando se compara o VPA de Barretos, o maior do Estado, com o das sete regiões (EDRs) de menor renda (Jales, Fernandópolis, Registro, Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e São Paulo), cuja soma é inferior à da região líder. As cinco últimas regiões do ranking do VPA de 2011 estão situadas nas áreas geográficas de piores condições topográficas e de aptidão para as atividades agropecuárias do Estado.
 

            A cana-de-açúcar, como principal produto da agropecuária paulista em 2011, foi o mais importante dentre 27 das 40 regiões do Estado, ou seja, 70% de predominância. Na listagem dos quatro principais produtos por região, verificou-se que a cana-de-açúcar somente não figurou enquanto principal atividade agropecuária nas regiões de Itapeva (tomate para mesa), Itapetininga (carne de frango), Tupã (ovo), Bragança Paulista (carne de frango), Marília (café), Jales (carne bovina), Registro (banana), Mogi das Cruzes (caqui), Mogi Mirim (laranja para indústria), Pindamonhangaba (carne bovina), Guaratinguetá (carne bovina), Campinas (carne de frango), e São Paulo (banana) (Tabela 2).
 

            O segundo produto de maior valor no Estado em 2011 foi a carne bovina, com participação de 9,8% no total estadual, que liderou o ranking regional em 3 regiões (Jales, Pindamonhangaba e Guaratinguetá) e ocupou a segunda posição em outras 14 regiões.
 

            O terceiro produto no ranking do valor no Estado foi a madeira de eucalipto, com participação de 6,7% no total estadual, que não consta no cálculo dos valores regionais.
 

            O quarto produto foi a laranja para indústria, com participação de 6,4% no total estadual, que em termos regionais, liderou o ranking do valor da produção na região de Mogi Mirim e ocupou a segunda posição em seis EDRs.
 

 
  
 

 
  
 

 

            O quinto produto do quadro do valor da produção no Estado foi a carne de frango, com participação de 4,9% no total estadual, que no âmbito das regiões, liderou o ranking nas regiões de Itapetininga, Campinas e Bragança Paulista e foi o segundo produto nas regiões de Piracicaba, Botucatu e Sorocaba.
 

            Outros produtos que ocuparam a liderança regional foram o tomate para mesa em Itapeva (26,7%), ovo em Tupã (52,9%), café beneficiado em Marília (34,0%), banana em Registro (76,8%) e em São Paulo (38,1%), e caqui em Mogi das Cruzes (20,9%).
 

            Pode-se classificar as regiões quanto ao nível de concentração da produção agropecuária, pelo critério de participação do valor dos quatro principais produtos no valor total da região. Dessa forma, consideram-se como de alta concentração da produção as regiões de Orlândia, Registro, Piracicaba, Andradina, Presidente Venceslau, Dracena, Araraquara, Ribeirão Preto, Araçatuba, Jaú e Tupã, cuja soma dos valores dos quatro produtos de maior valor alcança mais de 90% do valor total da região. As regiões de menor concentração são as de Sorocaba, Itapetininga e Avaré, com menos de 60% de participação dos quatro produtos no valor regional.
 

            As maiores concentrações do produto, de maior valor, foram para cana-de-açúcar em Orlândia, com 83,5%, em Ribeirão Preto, com 82,1%, em Araçatuba, com 72,7% e Jaú, com 72,1%, e a banana em Registro, com 76,8%. As menores foram para carne de frango em Itapetininga, com 14,5%, cana-de-açúcar em Sorocaba, com 11,7% e em Avaré, com 19,8% e caqui em Mogi das Cruzes, com 20,9% (Tabela 2).
 

            Na figura 1 apresenta-se a regionalização geográfica do valor da produção paulista. É possível caracterizar pelo menos três grandes grupos homogêneos, quanto aos valores, em bilhões de reais. O grupo que reúne os EDRs com valores acima de R$2 bilhões caracteriza-se pela exclusiva presença da atividade canavieira, com grande participação do produto no VPA regional (superior a 50%, exceto o EDR de São João da Boa Vista). Em contraponto, o grupo que reúne as regionais com os menores valores é muito diversificado quanto à composição das principais atividades do EDR.
 
 

 

Figura1 – Estratificação do Valor da Produção Agropecuária, por Região, Estado de São Paulo, 2011.
Fonte: Elaborada a partir dos dados da tabela 1.
 
 

__________________________
1TSUNECHIRO, A. et al. Valor da produção agropecuária e florestal do Estado de São Paulo em 2011. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 7, n. 4, abr. 2012. Disponível em: <http://www.iea.sp.gov.br/out/LerTexto.php?codTexto=12349>. Acesso em: maio 2012.

2Op. cit. nota 1.

3______. et al. Valor da produção agropecuária do Estado de São Paulo, por Escritório de Desenvolvimento Rural e Região Administrativa, 1995-2000. Informações Econômicas, São Paulo, v. 31, n. 7, p. 17-41, jul. 2001.

4______. et al. Valor da produção agropecuária por pólo regional, Estado de São Paulo, 2007. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 3, n. 7, jul. 2008. Disponível em: <http://www.iea.sp.gov.br/out/LerTexto.php?codTexto=9350>. Acesso em: maio 2012.
 
 

Palavras-chave: Escritório de Desenvolvimento Regional, produção, preços, renda bruta.

 

enviar Envie este texto por email


Data de Publicação: 12/06/2012
Autor(es): Denise Viani Caser (caser@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Alfredo Tsunechiro (tsunechiro@uol.com.br) Consulte outros textos deste autor
Paulo José Coelho (coelho@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Carlos Roberto Ferreira Bueno (crfbueno@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Eduardo Pires Castanho Filho (castanho@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor