Previsões e Estimativas de Safra do Estado de São Paulo, Ano Agrícola 2020/21, Abril de 2021

 

1 - INTRODUÇÃO

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP), por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), realizou entre 2 e 30 de abril de 2021 a segunda previsão e estimativa da safra para as principais culturas do Estado de São Paulo no ano corrente. Os resultados divulgados para 2020/21 foram obtidos por meio de levantamento, seguindo método subjetivo2.

Neste levantamento, o estado ainda se encontra em isolamento social, estabelecido pelo governo paulista por meio do Decreto n. 64.881, de 22 de março de 2020. Os técnicos da CDRS, responsáveis também pela coleta dos dados, têm utilizado outros meios de comunicação para obter as informações necessárias, como a pesquisa por telefone ou pelo Whatsapp, quando não foi possível o deslocamento até o informante (cooperativas, associações, unidades produtivas e outras), em respeito e cumprimento ao decreto.

 

2 – INDICADORES GERAIS

A colheita de grãos nesta safra deve somar 9.967,8 mil toneladas, o que representa acréscimo de 5,6% em relação à safra anterior, atribuído principalmente à expansão de soja (+6,4%) e milho safrinha (+23,0%). Em contrapartida, apresentaram decréscimos em suas produções algodão (-54,5%), feijão da seca (-31,4%) e feijão de inverno
(-18,8%). As estimativas de culturas anuais, perenes e semiperenes estão apresentadas nas tabelas 1 e 2.

Para a elaboração dos índices que refletem a evolução da agricultura paulista, utiliza-se a metodologia de índices de Laspeyres para comparar os resultados das principais culturas em valor da produção do ano agrícola atual (2020/21) com o ano agrícola anterior (2019/20). Os resultados agregados indicam acréscimo de 0,3% na área plantada, mas queda de 0,9% na produção, por conta de perdas de 1,3% na produtividade da terra (Tabela 3).

O conjunto das culturas anuais apresenta expansão de 1,5% na área plantada, crescimentos de 4,2% na produção e de 2,6% na produtividade, devido ao bom desempenho do grupo dos grãos, especialmente soja, amendoim e milho (Tabela 3).

No caso das culturas perenes e semiperenes, observa-se pequena retração na área cultivada (-0,1%) e são esperadas quedas na produção (-2,9%), por conta da menor produtividade (-2,8%). O café, devido a bienalidade de produção e atualmente em situação de baixa, é o responsável pelo desempenho negativo desse grupo e, em menor proporção as culturas da laranja e banana.

 

3 – ACOMPANHAMENTO DA SAFRA 2020/21

3.1 – Algodão

Os dados do terceiro levantamento do ano safra 2020/21 para o algodão apontam acentuado decréscimo em área e produção. Os números indicam área de 6,0 mil hectares (redução de 51,0%), produção de 17,8 mil toneladas (baixa de 54,5% em relação à safra de 2019/20). É constatada redução de 7,2% na produtividade dessa cultura.

Os preços mais favoráveis para as culturas de milho e soja, comparativamente aos do algodão, direcionam a decisão de plantio dos produtores. Eles irão interferir nos resultados de área cultivada e produção para o algodão no levantamento em junho.

 

3.2 – Amendoim

A área do amendoim no estado tem previsão de crescimento de 9,3% em relação à safra passada, totalizando 168,4 mil hectares, e de 5,4% na produção, chegando a 658,7 mil toneladas. A expectativa de produtividade é próxima a 156 sacas de 25 kg (3,9 t/ha). Até a divulgação desses resultados, a colheita do amendoim foi realizada em 86,0% da área plantada do estado.

O Estado de São Paulo continua sendo o maior produtor nacional de amendoim em grão, respondendo por aproximadamente 90,0% da safra brasileira3. Em São Paulo, essa oleaginosa normalmente entra como opção de rotação com a cana-de-açúcar e, portanto, é importante que suas cultivares sejam de ciclo compatível com a duração do período de rotação do canavial. Aproximadamente 80,0% das lavouras de amendoim são plantadas nos intervalos de renovação da cana-de-açúcar. O amendoim teve na presente safra atraso no plantio em razão das poucas chuvas que ocorreram entre agosto e início de novembro de 2020. Seu efetivo plantio se deu a partir da segunda quinzena de novembro e se estendeu até metade de dezembro de 2020.

Na atual estimativa, os Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) de Assis, Jaboticabal, Lins, Marília, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Tupã são as maiores regiões produtoras de amendoim do Brasil.

 

3.3 – Arroz

Para a safra paulista 2020/21, a previsão é de 52,1 mil toneladas a serem produzidas, 16,2% a menos que o volume produzido na safra anterior, em área de 9,1 mil hectares, decréscimo de 7,5% em relação ao período passado. Na época do levantamento, foi informado que já havia 83,1% de área total colhida, em especial nas regionais de Assis, Bragança Paulista, Limeira, Ribeirão Preto e São João da Boa Vista. A produtividade da colheita pode atingir 5,7 t/ha, com decréscimo de 9,4%, em comparação com 2019/20. Esse resultado negativo (com exceção do EDR de Assis) também está presente nas principais áreas irrigadas das regionais de Guaratinguetá, Pindamonhangaba e Registro que, associadas a Itapeva e Assis, respondem por 96,0% da área estadual plantada e por 98,0% da quantidade a ser colhida na corrente safra.

 

3.4 – Banana

Em abril, foi realizado o terceiro acompanhamento da safra 2020/21 dessa cultura, que sinalizou decréscimo de área (-2,9%) e produção (-2,6%). Levando-se em conta apenas a área em produção, houve decréscimo na produtividade (-0,4%) em relação à safra anterior. A atividade poderá atingir o total de 1,0 milhão de toneladas da fruta, em uma área de 52,2 mil hectares. Os principais EDRs são Registro, São Paulo e Jales, que concentram 75,7% da produção paulista.

 

3.5 – Batata da Seca e de Inverno

O levantamento de abril da safra 2020/21 para batata da seca e de inverno aponta decréscimo na área cultivada em relação à safra passada. A área cultivada com batata de inverno foi de 12,7 mil hectares, 3,0% menor em relação à safra passada. A produção permaneceu praticamente estável (+0,8%), atingindo 423,1 mil toneladas, com uma produtividade de 33,4 t/ha, 3,9% maior que a safra passada.

Para a batata da seca, o primeiro levantamento dessa safra apresentou área de 6,1 mil hectares, redução de 8,1% em relação à safra anterior, com uma produtividade de 30,6 t/ha (+8,5%), e produção de 188,2 mil toneladas (0,3% menor).

Para ambos os tipos de batata deste levantamento, os principais EDRs são São João da Boa Vista, Avaré, Itapeva e Itapetininga.

 

3.6 – Café

Na comparação com a safra anterior (2019/20) para o total de São Paulo, a terceira estimativa da safra 2020/21 apresenta redução de 32,5% para produção, com expectativa de serem colhidas 257,8 mil toneladas (4,30 milhões de sacas beneficiados).

Em abril de 2021, após ocorrência de acentuado veranico nas principais regiões produtoras cafeeiras, foi conduzido o terceiro levantamento de safra 2020/21. Na época da pesquisa, os frutos dos cafeeiros já se encontravam em pleno enchimento, encaminhando-se para a maturação e sendo, portanto, mais plausível a mensuração das expectativas de rendimento da lavoura.

Em abril, houve ligeira majoração positiva na produção global, alcançando 4,30 milhões de sacas de café beneficiado, ou seja, 0,7% de redução em face do observado no levantamento anterior.

Na região de Franca, que representa cerca de 1/3 do total da área cultivada no estado, por exemplo, houve nova queda na estimativa de produção (-1,3%) em comparação à estimativa anterior, atingindo, em abril de 2021, colheita de apenas 1,41 milhão de sacas. Com queda estimada de 49,5% diante da safra passada, esse volume caracteriza a forte bianualidade que persiste nesse território. Houve pequena redução (-0,6%) na produção esperada no EDR de São João da Boa Vista, resultando em total a ser colhido de 1,06 milhão de sacas, e representando 22,4% da produção paulista.

No EDR de Ourinhos observou-se a melhor produtividade dentre as regiões produtoras paulistas, contabilizando-se rendimento de 25,15 sc./ha, ainda assim, 11,3% menor do que a previsão de fevereiro de 2021. Finalmente, em Marília, houve baixa nas estimativas de safra, esperando-se colheita de 384 mil sacas.

 

3.7 - Cana para Indústria

Os números ainda preliminares da safra paulista de 2020/21 para a cana para indústria apontam estabilidade na produção em 437,7 milhões de toneladas. Apesar deste levantamento não dar indícios de aumentos de área, produção e produtividade, o setor sucroalcooleiro se posicionou em relação ao destino da produção. Segundo a BP Bunge Bioenergia4,

a recuperação da demanda por combustíveis no Brasil aumenta a possibilidade de maior produção de etanol e menos açúcar do que se pensava inicialmente, o que sustenta os preços da commodity. A projeção anterior para a produção de açúcar no Brasil que já era de queda após a seca prolongada no ano passado, somou-se a redução também da produtividade da cana, trazendo perspectiva de dois anos de déficits no mercado global. A recuperação do mercado de combustíveis brasileiro reduziria ainda mais a oferta.

A produção prevista para a presente safra contempla a produção potencial paulista da cana para indústria, que tem como destino a moagem industrial para etanol e açúcar, destilarias, garapa e afins, inclusive a provável produção advinda de área bisada. Não está incluída nesta estatística a cana destinada para alimentação animal.

A produção de cana para indústria nesta safra concentra-se em dez EDRs, que representam 56,0% do total da produção estadual: Barretos, Orlândia, Ribeirão Preto, Araraquara, Andradina, Jaboticabal, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Jaú e Catanduva. A produtividade média agrícola destes polos canavieiros é superior à média estadual, chegando próximo de 79,0t/ha.

A estimativa para cana destinada à forragem, ou seja, o consumo animal, mostra aumento na área plantada de 4,9% (63,9 mil hectares) e na produção preliminar de 4,5% (3.848,2 mil toneladas), apesar da redução na produtividade da terra de 0,4%.

 

3.8 - Cebolas Bulbinho, de Muda e de Plantio Direto

O levantamento de abril de 2021 para a cebola (bulbinho, de muda e de plantio direto) em São Paulo apresentou redução de 12,0% na área plantada, 21,6% na produção e 10,9% na produtividade.

A cebola de bulbinho apresentou redução na área de 30,6% com diminuição na produção em 33,5%, chegando às 11,3 mil toneladas, enquanto a produtividade caiu 4,2%, ficando em 37,9 t/ha.

A cebola cultivada em plantio direto apresentou redução de área de 41,6%, o que retraiu a produção em 43,2%, com uma produtividade de 52,5 t/ha, redução de 2,7% em relação ao levantamento anterior.

A cebola de muda apresentou elevação de área em 42,7%, passando de 1,6 mil hectares para 2,3 mil hectares. A produção, que no ano passado foi de 59,2 mil toneladas, também aumentou (+41,3%). Já para esta safra espera-se uma produção de 83,6 mil toneladas, com produtividade estável em 37,0 t/ha.

Os principais EDRs produtores são São João da Boa Vista, Itapeva e Jaboticabal.

3.9 – Feijão

Em abril de 2021 foi realizado o segundo levantamento da cultura do feijão da seca (segunda safra) e o primeiro levantamento de feijão de inverno (terceira safra), ambos do ano agrícola 2020/21. O cultivo do feijão é realizado em três safras, conforme o calendário agrícola: águas (setembro a janeiro), seca (fevereiro a junho) e inverno (abril a setembro), podendo variar de acordo com as condições do clima e conjuntura de mercado.

Para o feijão da seca, os resultados desse levantamento vêm confirmar a redução da lavoura já observado na pesquisa de fevereiro de 2021. Em relação à safra passada (2019/20), a área cultivada (11,9 mil hectares) apresenta diminuição de 26,3% e uma produção menor em 31,4%, sendo esperada uma colheita de 24,2 mil toneladas com redução de 6,9% na produtividade, que pode ser atribuído às condições do clima com poucas chuvas registrada durante o período da cultura.

Historicamente, o cultivo do feijão da seca ou segunda safra é o menor no território paulista em relação às demais (águas e de inverno), e essa redução tem sido acentuada nos últimas anos por conta da expansão da cultura da soja, que coincide seu período de colheita (fevereiro a abril) com a época do plantio (final de janeiro a março), e também pela incidência de pragas (mosca branca) da cultura da soja para o feijão.

No caso do feijão de inverno (terceira safra), as primeiras informações da safra 2020/21 para o Estado de São Paulo apontam reduções de 19,6% de área plantada (20,0 mil hectares) e de 18,8% na produção, quando comparadas com as da safra 2019/20. A estimativa inicial é de serem colhidas 53,0 mil toneladas com ganhos de 1,0% na produtividade.

Essa primeira estimativa para o feijão de inverno é referente a soma das culturas irrigadas e de sem irrigação, sendo que 86,5% do total da área cultivada é conduzido em sistemas de irrigação e apresentam uma produtividade (2,8 t/ha) bem superior ao do cultivo sem irrigação (1,7 t/ha).

 

3.10 – Laranja

O levantamento realizado em abril ainda traz números preliminares da safra 2020/21 para a cultura da laranja. A produção prevista é de 305,4 milhões de cx. 40,8 kg (12.461,3 mil toneladas), 3,9% inferior à quantidade obtida em 2019/20 (12.963,2 mil toneladas). Para a presente safra, a situação climática ainda padece dos efeitos do La Niña, que vieram mais acentuados por um período mais longo e chuvas ocorridas de modo desuniforme no mês de novembro. Este cenário se reflete em uma produtividade da terra de 31,0 t/ha (1,97 cx. 40,8 kg/pé), valor 3,1% inferior à safra 2019/20. Os próximos números refletirão mais adequadamente o comportamento da safra.

A produção verificada contabiliza a safra paulista de laranja destinada ao mercado e indústria, as caixas perdidas no processo produtivo e na colheita, bem como os frutos provenientes de pomares não expressivos economicamente, previsto para os pomares do Estado de São Paulo.

Quanto à área total plantada (que inclui área com plantas ainda não produtivas), prevê-se decréscimo da ordem de 0,9%. Sabe-se que há continuidade no processo de erradicação, por conta da eliminação de pomares comprometidos com a incidência de problemas fitopatológicos, principalmente cancro cítrico e HLB (greening), mas notam-   -se plantios (novos ou reposição de plantas erradicadas) em regionais como Araraquara, Avaré, Barretos, General Salgado, Itapetininga e São João da Boa Vista. A área ocupada com pomares de laranja é de 432,0 mil hectares, correspondendo a 173,6 milhões de plantas, estimando-se cerca 90,0% delas como aptas para produção.

 

3.11 - Mandioca para Indústria e para Mesa

O levantamento de abril de 2021 para a mandioca industrial aponta para uma produção de 1.266,0 t, 7,2% menor em relação à safra passada. A produtividade diminuiu 5,5%, 28,7 t/ha, assim como a área, redução de 6,3%, chegando aos 59,2 mil hectares. Os principais EDRs produtores são Assis, Presidente Venceslau e Marília.

A área cultivada com mandioca para mesa diminuiu 3,8%, totalizando 19,0 mil hectares neste levantamento. A produção também apresentou redução de 3,9%, atingindo 237,5 mil toneladas, com produtividade de 16,6 t/ha, 3,5% maior em relação à safra anterior. Os principais EDRs produtores são Mogi-Mirim, Jaboticabal e Sorocaba.

 

3.12 – Milho

O atual levantamento estima em 323,6 mil hectares a área total destinada à cultura no estado, 8,3% inferior ao último ciclo. Ao contrário da soja, que vem em constante avanço de área, o milho de 1ª safra segue caminho oposto. Em relação à produção, houve queda em relação ao levantamento de fevereiro de 2021, em virtude possivelmente do clima mais seco do que a média de anos anteriores. Os resultados apontam redução de 0,5% na produtividade e queda de 8,7% na produção em relação à safra 2019/20.

 

3.12.1 - Milho safrinha

Neste 2º levantamento da atual safra, ainda permanecem incertezas sobre a produção dessa cultura, devido à previsão de volume baixo de chuvas em maio, e calendário produtivo atrasado em virtude do plantio tardio da soja 2020/21. De qualquer forma, a expansão da área cultivada, estimada em 501,5 mil hectares, já é uma certeza, expansão de 4,1% em relação à safra passada. Sobre a produção, os resultados são positivos, com aumento de 23,0% em relação a 2019/20. Contudo, essa expectativa pode não se confirmar no levantamento de junho se as condições climáticas forem adversas.

 

3.13 – Seringueira

O terceiro levantamento de acompanhamento da safra 2020/21 para a seringueira apontou diminuição de 2,4% da área total plantada (132,3 mil hectares), quando comparada com o final da safra 2019/20. A área em produção apresentou aumento de 0,9%, enquanto a área em formação caiu 13,0%. A expansão da área em produção propiciou ligeiro aumento da produção em 0,6%, enquanto a produtividade média apresentou queda de 0,4%. Problemas climáticos como falta de chuvas impactam a produtividade da cultura, e conjunturas econômicas afetam a área plantada.

         De acordo com o levantamento, as principais regiões produtoras são os EDRs de São José do Rio Preto (28,7%), Votuporanga (12,6%), General Salgado (11,8%) e Barretos (11,7%). Juntas, essas regionais concentram 64,8% da produção no Estado de São Paulo. O próximo levantamento a ser realizado em junho de 2021 trará a estimativa final da safra 2020/21.

 

3.14 – Soja

O levantamento de abril para a cultura da soja reafirma a evolução da sua área de plantio no estado (1,16 mil hectares), valor 5,2% superior à última safra. Em relação ao levantamento realizado no mês de fevereiro, houve uma pequena queda na produtividade. Entretanto, a produção estimada desta safra é 6,4% superior à de 2019/20, com produtividade 1,2% maior. Considerando-se o avanço da colheita no estado, não são esperadas variações relevantes na produção até o final desta safra. Os bons preços no mercado acompanhados pela rentabilidade são apontados como os principais fatores para que ano após ano a soja se estabeleça como uma das principais culturas de São Paulo.

 

3.15 – Tomate

3.15.1 - Tomate envarado

Para o tomate envarado (consumo in natura), o segundo levantamento da safra 2020/21 (safra de inverno) apresentou incremento de 23,1% na área plantada na comparação com a safra anterior, totalizando 4,8 mil hectares. Para a produção, o aumento esperado é de 31,3% com previsão de serem colhidas 382,7 mil toneladas e acréscimo de 6,6% de produtividade (79,7 t/ha). As três principais regiões produtoras no Estado de São Paulo (Itapeva, Campinas e Mogi Mirim) concentram 75% da área plantada.

 

3.15.2 - Tomate rasteiro

Para o tomate rasteiro (destino indústria), a previsão inicial do levantamento de abril para a safra 2020/21 (safra inverno) apontou diminuições significativas de 41,2% de área cultivada e de 45,0% na produção na comparação com a safra anterior. O próximo levantamento de junho de 2021 poderá trazer informações mais precisas, inclusive para o EDR de Orlândia, um dos principais polos produtores.

 

3.16 – Trigo

O segundo levantamento para a cultura do trigo apresenta acréscimo em área de 4,8%, totalizando 105,3 mil hectares em relação à safra passada. Aumento foi constatado também na produção (4,6%), estimada em 325,2 mil toneladas.

O comportamento cambial desfavorável para compras de insumos no mercado externo e outros fatores (econômicos e pandemia) formam um panorama de incertezas ao produtor na decisão de expansão de área e produção para essa cultura. 

 

4 – RESULTADOS COMPLEMENTARES

Os resultados de outros produtos agrícolas do quarto levantamento (abril de 2021) do Estado de São Paulo estão disponibilizados na tabela 4. Apresentam-se também os resultados por EDR na tabela 5 e por Região Administrativa (RA) e Região Metropolitana (RM) na tabela 6. O próximo levantamento das safras do Estado de São Paulo (5º levantamento) a ser realizado em junho encerra o ano safra 2020/21, com informações mais precisas sobre área, produção e produtividade das culturas perenes. Também no levantamento de junho, informações sobre plantio, previsão de produção e área serão disponibilizadas para culturas anuais.

 

 

1Os autores agradecem o desempenho no levantamento dos técnicos do DEXTRU, das Casas de Agricultura e diretores dos EDRs e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS); os comentários de Celso Luis Rodrigues Vegro, Marli Dias Mascarenhas Oliveira, Katia Nachiluk e Marisa Zeferino, pesquisadores do IEA; a colaboração de Talita Tavares Ferreira, Técnica de Apoio do CCTC/NETC e da equipe do Núcleo de Informática para os Agronegócios (NIA) do IEA.

2Entende-se por método subjetivo a coleta e a sistematização de dados fornecidos pelos técnicos das Casas de Agricultura, em função de seu conhecimento regional e/ou da coleta de dados de forma declaratória, fornecida pelo responsável pela unidade de produção, em cada um dos 645 municípios do Estado de São Paulo.

 

3COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da Safra Brasileira – Grãos – Safra 2020/21 7º levantamento. Brasília: CONAB, abril 2021, v. 8, n. 7, p. 1-117. Disponível em: https://www.conab.
gov.br/info-agro/safras/graos/boletim-da-safra-de-graos. Acesso em 10 mar. 2021.

 

4RETOMADA do etanol põe em xeque açúcar no brasil, diz BP bunge. NOVACANA: Curitiba, 12 jan. 2021. Disponível em: https://www.novacana.com/n/etanol/mercado/retomada-etanol-xeque-acucar-brasil-bp-bunge-120121. Acesso em 13 maio 2021.

 

Palavras-chave: previsão de safra, área e produção, safra agrícola 2020/21, Estado de São Paulo.

 

 

 


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COMO CITAR ESTE ARTIGO

CAMARGO, F. P. de et al. Previsões e Estimativas de Safra do Estado de São Paulo, Ano Agrícola 2020/21, Abril de 2021. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 16, n. 6, jun. 2021, p. 1-13. Disponível em: colocar o link do artigo. Acesso em: dd mmm. aaaa.

Data de Publicação: 10/06/2021

Autor(es): Felipe Pires de Camargo (fpcamargo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
Carlos Eduardo Fredo (cfredo@sp.gov.br) Consulte outros textos deste autor
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